PROFESSOR MADISON / LABORATÓRIO DE FÍSICA
3ª SÉRIE • FRENTE A5 • TIPOS DE RESISTORES
ABERTURA · FRENTE A5 · 01/68

TIPOS DE RESISTORES

Aplicações, proteção elétrica, chuveiro, reostato, lâmpadas e associação de resistores.

U = R·i   |   P = U·i   |   P = R·i²
CONCEITO · FRENTE A5 · 02/68

O que investigaremos?

  • Como um disjuntor protege uma instalação?
  • Por que um chuveiro aquece a água?
  • Como variar a corrente de um circuito?
  • O que distingue lâmpadas incandescentes, fluorescentes e LED?
  • Como resistores se comportam em série e em paralelo?
CONCEITO · FRENTE A5 · 03/68

Revisão: três grandezas centrais

U = R·i
  • U: tensão elétrica ou diferença de potencial (V).
  • i: intensidade da corrente elétrica (A).
  • R: resistência elétrica (Ω).

Para um resistor ôhmico a temperatura aproximadamente constante, R não depende de U ou i.

CONCEITO · FRENTE A5 · 04/68

Potência: recordando as deduções

1. A definição de potência média é P = E/Δt.
2. A energia transferida às cargas é E = U·ΔQ.
3. Como i = ΔQ/Δt, substituímos: P = U·(ΔQ/Δt).
4. Portanto: P = U·i.
5. Com U = R·i, segue P = R·i²; com i = U/R, segue P = U²/R.
P = U·i = R·i² = U²/R
CONCEITO · FRENTE A5 · 05/68

O mesmo resistor, três fórmulas

  • P = U·i: quando tensão e corrente são conhecidas.
  • P = R·i²: quando resistência e corrente são conhecidas.
  • P = U²/R: quando tensão e resistência são conhecidas.
CONCEITO · FRENTE A5 · 06/68

Por que proteger circuitos?

Correntes acima do limite seguro provocam aquecimento excessivo dos condutores, degradam isolamentos e podem iniciar incêndios.

PJoule = R·i²
CONCEITO · FRENTE A5 · 07/68

Disjuntor: função

  • Elemento de proteção que interrompe o circuito sob determinadas condições de sobrecorrente.
  • Protege principalmente os condutores e a instalação, se corretamente dimensionado.
  • Pode ser rearmado depois de resolvida a causa do desligamento.
Imagem ilustrativa de um disjuntor residencial extraída do material-base
Visual do componente. O estudante passa a associar a palavra disjuntor ao equipamento físico encontrado no quadro elétrico.
Componente em foco
CONCEITO · FRENTE A5 · 08/68

Disjuntor termomagnético

  • Proteção térmica: elemento bimetálico responde ao aquecimento por sobrecargas persistentes.
  • Proteção magnética: mecanismo eletromagnético atua rapidamente em sobrecorrentes elevadas, como em curto-circuitos.
  • Curva de atuação, corrente nominal e capacidade de interrupção são especificações distintas.
CONCEITO · FRENTE A5 · 09/68

Como calcular a corrente dos aparelhos?

1. Conheça a potência nominal P e a tensão de funcionamento U.
2. Empregue P = U·i.
3. Isole a intensidade i = P/U.
4. Compare com os limites do circuito e com critérios técnicos de instalação.
i = P / U
EXEMPLO · FRENTE A5 · 10/68

Exemplo: equipamento de 1 200 W

1. Dados: P = 1 200 W e U = 120 V.
2. A corrente é i = P/U.
3. i = 1 200/120 = 10 A.
4. Um circuito pode alimentar outros aparelhos simultaneamente; some as correntes conforme o arranjo.
i = 10 A
CONCEITO · FRENTE A5 · 11/68

Carga simultânea: ideia física

Quando vários dispositivos são ligados em paralelo à mesma tensão, a corrente total fornecida pela fonte corresponde à soma das correntes em cada ramo.

itotal = i₁ + i₂ + i₃ + …
SIMULAÇÃO · FRENTE A5 · 12/68

Laboratório: corrente total

Altere as potências dos três aparelhos e observe a corrente aproximada fornecida pela rede.

CONCEITO · FRENTE A5 · 13/68

Por que não escolher o disjuntor ao acaso?

  • Um disjuntor com corrente nominal inadequada pode desarmar em uso normal.
  • Um disjuntor excessivamente elevado pode não proteger corretamente o cabo instalado.
  • Seção dos condutores, método de instalação, temperatura e cargas importam.
CONCEITO · FRENTE A5 · 14/68

Chuveiro: energia elétrica → térmica

O chuveiro elétrico transforma energia elétrica em energia térmica pelo efeito Joule no resistor interno.

1. A corrente atravessa o elemento resistivo.
2. A potência dissipada aquece esse elemento.
3. O calor é transferido para a água em escoamento.
P = U·i = R·i² = U²/R
Esquema interno de um chuveiro elétrico mostrando o resistor e os contatos
Esquema interno do chuveiro. Observe a resistência, os contatos e a chave seletora. É isso que o aluno normalmente não vê quando olha o aparelho por fora.
CONCEITO · FRENTE A5 · 15/68

Efeito Joule no chuveiro

1. Os elétrons atravessam o material resistivo.
2. O movimento dos portadores envolve interações com a estrutura do material.
3. A energia transferida eletricamente contribui para o aquecimento do elemento.
4. A água escoa em contato térmico com a região aquecida.
P = R·i²
CONCEITO · FRENTE A5 · 16/68

Chuveiro: qual resistência aquece mais?

Com tensão U fixa, a potência dissipada é inversamente proporcional à resistência.

P = U² / R
  • Menor R → maior corrente i.
  • Menor R → maior potência P.
  • Maior R → menor potência P.
EXEMPLO · FRENTE A5 · 17/68

Exemplo: 220 V e 5 500 W

1. Dados: U = 220 V e P = 5 500 W.
2. i = P/U = 5 500/220.
3. i = 25 A.
4. R = U/i = 220/25.
5. R = 8,8 Ω.
i = 25 A   |   R = 8,8 Ω
EXEMPLO · FRENTE A5 · 18/68

Exemplo: duas posições de aquecimento

Considere as potências de 3 300 W e 5 500 W, ambas em 220 V.

1. Para 3 300 W: R₁ = U²/P₁ = 48 400/3 300 ≈ 14,7 Ω.
2. Para 5 500 W: R₂ = U²/P₂ = 48 400/5 500 = 8,8 Ω.
3. A posição de maior aquecimento corresponde à menor resistência efetiva.
R₁ ≈ 14,7 Ω > R₂ = 8,8 Ω
CONCEITO · FRENTE A5 · 19/68

Por que o verão exige menos potência?

  • A temperatura inicial da água pode estar mais elevada.
  • Para obter temperatura confortável, pode ser necessário menor aporte de energia.
  • Em muitos chuveiros, o seletor modifica o trecho resistivo efetivamente percorrido pela corrente.
SIMULAÇÃO · FRENTE A5 · 20/68

Laboratório: aquecimento resistivo

Mantenha a tensão e varie a resistência do chuveiro idealizado.

CONCEITO · FRENTE A5 · 21/68

Atenção: chuveiro não é experimento de bancada

Nunca modifique a resistência, manuseie fiação energizada ou tente medir correntes elevadas em equipamentos domésticos.

CONCEITO · FRENTE A5 · 22/68

O que é um reostato?

Um reostato é um resistor variável cujo valor efetivo de resistência pode ser ajustado, permitindo controlar a corrente de um circuito em condições apropriadas.

  • Constituído por elemento resistivo e contato móvel.
  • A posição do cursor modifica o comprimento resistivo utilizado.
  • Historicamente empregado em controles de intensidade de corrente.
R = ρ·L/A
Dois tipos de reostato: deslizante e de pontos
Exemplos visuais. À esquerda, um reostato deslizante; à direita, modelos com seleção por pontos. Ambos ajudam a controlar a corrente variando a resistência.
Resistor variável
CONCEITO · FRENTE A5 · 23/68

Resistência e comprimento

Para material e seção transversal constantes, a resistência é diretamente proporcional ao comprimento do elemento resistivo.

R = ρ·L / A
  • ρ: resistividade do material.
  • L: comprimento do trecho ativo.
  • A: área da seção transversal.
CONCEITO · FRENTE A5 · 24/68

Dedução do efeito do cursor

1. Escreva R = ρ·L/A.
2. Mantendo ρ e A constantes, R cresce na mesma proporção de L.
3. Com tensão constante, i = U/R.
4. Logo, aumentar L aumenta R e reduz i.
L ↑ → R ↑ → i ↓
EXEMPLO · FRENTE A5 · 25/68

Reostato: exemplo numérico

1. Fonte ideal: U = 12 V.
2. Primeira posição: R₁ = 6 Ω → i₁ = 12/6 = 2 A.
3. Segunda posição: R₂ = 12 Ω → i₂ = 12/12 = 1 A.
4. Ao dobrar R, a corrente cai pela metade.
i₁/i₂ = R₂/R₁ = 2
SIMULAÇÃO · FRENTE A5 · 26/68

Laboratório: cursor do reostato

O comprimento ativo é proporcional à posição do cursor. Use um circuito ideal com resistência adicional para evitar R = 0.

CONCEITO · FRENTE A5 · 27/68

Reostato ≠ potenciômetro

  • O reostato costuma ser usado como resistência variável em série, com dois terminais funcionais.
  • O potenciômetro pode funcionar como divisor de tensão, usando três terminais.
  • Os nomes estão relacionados, mas as formas de ligação e a função elétrica diferem.
Ilustração de potenciômetro com cursor e trilha resistiva
Potenciômetro. O terminal central está ligado ao cursor móvel. Quando usamos os três terminais, o componente pode entregar uma fração ajustável da tensão.
Três terminais
CONCEITO · FRENTE A5 · 28/68

Lâmpadas incandescentes

O filamento metálico é aquecido até emitir luz por incandescência. Há significativa transferência de energia para o ambiente sob a forma de calor.

  • A resistência do filamento varia fortemente com a temperatura.
  • Durante o acionamento, a corrente inicial pode diferir da corrente de regime.
  • Não se deve tratar o filamento sempre como resistor ôhmico de resistência constante.
Filamento aquecido
Visual do dispositivo. Dentro do bulbo há um filamento que atinge alta temperatura e emite luz. É um componente fortemente associado ao efeito Joule.
CONCEITO · FRENTE A5 · 29/68

Resistência do filamento

O filamento frio possui resistência diferente da observada quando está muito quente.

R = U / i
CONCEITO · FRENTE A5 · 30/68

Lâmpadas fluorescentes

  • Uma descarga elétrica em um gás provoca emissão de radiação.
  • Um revestimento fluorescente converte parte dessa radiação em luz visível.
  • O circuito de alimentação precisa controlar a corrente de funcionamento.
  • Nem todo comportamento pode ser descrito como um simples resistor.
O estudante deve associar a lâmpada fluorescente ao tubo/espiral com gás e revestimento fluorescente, e não a um filamento aquecido como na incandescente.
Tubo com gás e revestimento fluorescente
Visual típico. A forma espiral compacta ficou comum em residências. Seu princípio físico é diferente do da lâmpada incandescente.
CONCEITO · FRENTE A5 · 31/68

LED: diodo emissor de luz

  • Um LED é um componente semicondutor.
  • Em condução direta, parte da energia elétrica pode ser emitida como luz.
  • Necessita de circuito ou dispositivo apropriado para limitar/controlar a corrente.
  • A eficiência e o consumo dependem do conjunto completo, não apenas do LED.
Na prática escolar, o aluno normalmente encontra o LED em lâmpadas, lanternas, indicadores eletrônicos e fitas de iluminação.
LED: fonte luminosa semicondutora
Visual de uma lâmpada LED. O elemento emissor é semicondutor, o que explica a alta eficiência quando comparado a tecnologias anteriores.
CONCEITO · FRENTE A5 · 32/68

Comparação das tecnologias

TecnologiaMecanismo predominanteAspecto didático
IncandescenteFilamento aquecidoGrande efeito Joule
FluorescenteDescarga e fluorescênciaNecessidade de controle da descarga
LEDEmissão em semicondutorCorrente controlada e eficiência
CONCEITO · FRENTE A5 · 33/68

Watts não são luminosidade

O watt (W) mede potência elétrica consumida; o lúmen (lm) informa fluxo luminoso.

Eficiência luminosa = fluxo luminoso (lm) / potência (W)

Duas lâmpadas com mesma potência podem produzir fluxos luminosos muito diferentes.

EXEMPLO · FRENTE A5 · 34/68

Exemplo: custo de iluminação

1. Uma lâmpada de 10 W permanece acesa por 5 h/dia durante 30 dias.
2. Tempo total: 5 × 30 = 150 h.
3. Potência em kW: 10/1 000 = 0,010 kW.
4. E = P·Δt = 0,010 × 150 = 1,5 kWh.
5. Com tarifa hipotética de R$ 0,90/kWh: custo = 1,5 × 0,90 = R$ 1,35.
E = 1,5 kWh
CONCEITO · FRENTE A5 · 35/68

O que caracteriza um curto-circuito?

É a formação de um caminho de impedância muito baixa entre pontos com diferença de potencial, possibilitando uma corrente excessiva em relação ao funcionamento previsto.

EXEMPLO · FRENTE A5 · 36/68

Modelo simplificado do curto

1. Antes do curto, uma fonte de 12 V alimenta uma resistência de 6 Ω.
2. Corrente normal: i = 12/6 = 2 A.
3. Se surgir caminho de resistência total 0,2 Ω, o modelo idealizado fornece i = 12/0,2 = 60 A.
4. O valor real depende das limitações físicas da fonte e do circuito.
2 A → 60 A (modelo idealizado)
CONCEITO · FRENTE A5 · 37/68

Por que a proteção deve atuar?

Um aumento pronunciado de corrente eleva as perdas resistivas e pode danificar os materiais.

P = R·i²
  • Condutores podem aquecer rapidamente.
  • Isolantes podem perder suas propriedades.
  • Dispositivos de proteção devem interromper condições perigosas, conforme suas características.
VERIFICAÇÃO · FRENTE A5 · 38/68

Quiz: curto-circuito

Ao criar um caminho de resistência muito pequena, qual tendência é esperada sob tensão aproximadamente constante?

CONCEITO · FRENTE A5 · 39/68

Associação de resistores

Duas formas fundamentais aparecem com frequência: série e paralelo. A combinação dessas duas gera associações mistas.

Série

R1R2

Há um único caminho para a corrente elétrica.

Paralelo

R1R2

Os resistores ficam ligados aos mesmos dois nós.

Mista

R1R2R3

Parte do circuito está em série e parte em paralelo.

É essencial que o estudante diferencie o desenho físico da conexão elétrica: o que define a associação não é a aparência, mas a forma como os terminais estão conectados.
CONCEITO · FRENTE A5 · 40/68

Em série: o que não muda?

Em um circuito em série, a mesma corrente atravessa todos os resistores, pois não há ramificações.

i = i₁ = i₂ = i₃

A tensão total da associação é a soma das quedas de tensão nos componentes.

U = U₁ + U₂ + U₃
CONCEITO · FRENTE A5 · 41/68

Dedução: resistência equivalente em série

1. Para cada resistor ôhmico: U₁ = R₁·i, U₂ = R₂·i, U₃ = R₃·i.
2. A soma das tensões é U = U₁ + U₂ + U₃.
3. Substitua: U = R₁·i + R₂·i + R₃·i.
4. Coloque i em evidência: U = (R₁ + R₂ + R₃)·i.
5. Compare com U = Req·i.
Req = R₁ + R₂ + R₃
EXEMPLO · FRENTE A5 · 42/68

Série: exemplo resolvido

1. R₁ = 2 Ω, R₂ = 4 Ω e R₃ = 6 Ω.
2. Req = 2 + 4 + 6 = 12 Ω.
3. Com U = 24 V: i = 24/12 = 2 A.
4. U₁ = 2×2 = 4 V; U₂ = 4×2 = 8 V; U₃ = 6×2 = 12 V.
5. Conferência: 4 + 8 + 12 = 24 V.
Req = 12 Ω   |   i = 2 A
CONCEITO · FRENTE A5 · 43/68

Paralelo: o que não muda?

Cada resistor fica submetido à mesma tensão entre os dois nós comuns.

U = U₁ = U₂ = U₃

A corrente total é a soma das correntes que atravessam os ramos.

i = i₁ + i₂ + i₃
CONCEITO · FRENTE A5 · 44/68

Dedução: resistência equivalente em paralelo

1. Para cada ramo: i₁ = U/R₁, i₂ = U/R₂, i₃ = U/R₃.
2. A corrente total é i = i₁ + i₂ + i₃.
3. Substituindo: i = U/R₁ + U/R₂ + U/R₃.
4. Colocando U em evidência: i = U·(1/R₁ + 1/R₂ + 1/R₃).
5. Como i = U/Req, conclui-se:
1/Req = 1/R₁ + 1/R₂ + 1/R₃
CONCEITO · FRENTE A5 · 45/68

Dois resistores em paralelo: atalho

1. Comece com 1/Req = 1/R₁ + 1/R₂.
2. Some as frações: 1/Req = (R₁ + R₂)/(R₁·R₂).
3. Inverta os dois lados.
Req = (R₁·R₂)/(R₁ + R₂)
EXEMPLO · FRENTE A5 · 46/68

Paralelo: exemplo resolvido

1. R₁ = 6 Ω e R₂ = 3 Ω, ligados a 12 V.
2. Req = (6×3)/(6+3) = 18/9 = 2 Ω.
3. Corrente total: i = 12/2 = 6 A.
4. Ramo 1: i₁ = 12/6 = 2 A.
5. Ramo 2: i₂ = 12/3 = 4 A.
6. Conferência: 2 + 4 = 6 A.
Req = 2 Ω   |   i = 6 A
CONCEITO · FRENTE A5 · 47/68

Em paralelo, R equivalente é menor

Adicionar um caminho paralelo aumenta a possibilidade de passagem de cargas.

1/Req = 1/R₁ + 1/R₂ + …

Para resistores positivos, a resistência equivalente é inferior à menor resistência individual.

CONCEITO · FRENTE A5 · 48/68

Resistores iguais

1. Em série: n resistores de resistência R têm Req = n·R.
2. Em paralelo: n resistores iguais de resistência R têm Req = R/n.
Série: nR   |   Paralelo: R/n
CONCEITO · FRENTE A5 · 49/68

Associação mista: estratégia

  • Identifique os nós e os caminhos da corrente.
  • Resolva primeiro os grupos inequivocamente em série ou paralelo.
  • Substitua cada grupo por seu equivalente.
  • Repita até obter um resistor equivalente total.
  • Depois retorne às etapas para calcular tensões e correntes individuais.
+R₁R₂R₃R₄R₁ e R₄ estão em série com um bloco paralelo (R₂ || R₃).
EXEMPLO · FRENTE A5 · 50/68

Exemplo de associação mista

1. R₁ = 4 Ω está em série com (R₂ = 6 Ω em paralelo com R₃ = 3 Ω).
2. Paralelo: R₂₃ = (6×3)/(6+3) = 2 Ω.
3. Total: Req = 4 + 2 = 6 Ω.
4. Com U = 12 V: i = 12/6 = 2 A.
5. Queda em R₁: U₁ = 4×2 = 8 V.
6. Tensão nos ramos: U₂₃ = 12−8 = 4 V.
7. i₂ = 4/6 ≈ 0,67 A e i₃ = 4/3 ≈ 1,33 A.
Req = 6 Ω
SIMULAÇÃO · FRENTE A5 · 51/68

Laboratório: série e paralelo

Altere R₁, R₂ e a tensão. Compare as duas formas de associação.

CONCEITO · FRENTE A5 · 52/68

Diagrama: série

R₁R₂+Único caminho para a corrente
i₁ = i₂   ;   U = U₁ + U₂
CONCEITO · FRENTE A5 · 53/68

Diagrama: paralelo

R₁R₂Dois ramos entre os mesmos nós
U₁ = U₂   ;   i = i₁ + i₂
VERIFICAÇÃO · FRENTE A5 · 54/68

Quiz: identificando série e paralelo

Dois resistores ligados aos mesmos dois nós apresentam:

VERIFICAÇÃO · FRENTE A5 · 55/68

Quiz: escolha da fórmula

Para 10 Ω e 15 Ω em paralelo, qual é a resistência equivalente?

EXERCÍCIOS · FRENTE A5 · 56/68

Exercício 20 — interpretação de circuito

No material, o exercício 20 apresenta vários aparelhos ligados a uma fonte e uma chave.

  • Determine quais pontos permanecem energizados quando a chave muda de posição.
  • Verifique a topologia: elementos ligados aos mesmos dois nós formam ramos paralelos.
  • Compare a potência de cada aparelho com a tensão indicada.
EXERCÍCIOS · FRENTE A5 · 57/68

Exercício 21 — raciocínio em associação

1. Identifique se a chave altera a conexão dos ramos.
2. Desenhe os nós e retire cruzamentos meramente gráficos.
3. Aplique a regra de tensão comum no paralelo.
4. Calcule correntes de ramo com i = U/R.
5. Some as correntes para obter i total.
EXERCÍCIOS · FRENTE A5 · 58/68

Exercício 22 — afirmativas

Para questões de verdadeiro/falso, não se apoie em desenhos: verifique cada proposição contra leis e hipóteses claras.

  • A mesma corrente em todos os elementos? Só se estiverem no mesmo ramo em série.
  • A mesma tensão? Só para elementos em paralelo entre os mesmos nós.
  • Potência cresce com R? Depende do que é mantido constante.
P = R·i²   ou   P = U²/R
EXERCÍCIOS · FRENTE A5 · 59/68

Exercício 23 — chave aberta/fechada

1. Com a chave aberta, identifique os caminhos completos.
2. Com a chave fechada, verifique se algum resistor é desviado (curto-circuitado).
3. Recalcule o equivalente em cada posição.
4. Compare a corrente total e a potência dissipada.
EXERCÍCIOS · FRENTE A5 · 60/68

Exercício 24 — maior potência

Com uma fonte ideal de tensão fixa, compare a resistência equivalente das opções:

Ptotal = U² / Req

A menor resistência equivalente fornece a maior potência total, desde que o circuito mantenha a tensão estipulada.

EXERCÍCIOS · FRENTE A5 · 61/68

Exercícios 25 a 28 — roteiro de resolução

  • 25: reorganize os caminhos da rede e calcule o equivalente.
  • 26: em gráficos tensão × corrente, a inclinação U/i caracteriza a resistência ôhmica.
  • 27: reduza a rede de resistores em etapas, marcando os nós comuns.
  • 28: utilize potência, tensão e resistência para calcular a grandeza solicitada.
EXERCÍCIO GUIADO · FRENTE A5 · 62/68

Exercício extra — três resistores em série

Uma fonte ideal de 30 V alimenta 2 Ω, 3 Ω e 5 Ω em série. Calcule a corrente e a potência em cada resistor.

Req = 2 + 3 + 5 = 10 Ω. i = 30/10 = 3 A. P₁ = 2×3² = 18 W; P₂ = 3×3² = 27 W; P₃ = 5×3² = 45 W. Total = 90 W = 30×3.
EXERCÍCIO GUIADO · FRENTE A5 · 63/68

Exercício extra — dois ramos paralelos

Em 24 V, resistores de 8 Ω e 12 Ω são ligados em paralelo. Determine correntes e potência total.

i₁ = 24/8 = 3 A; i₂ = 24/12 = 2 A; i = 5 A. Req = 24/5 = 4,8 Ω. P = 24×5 = 120 W.
EXERCÍCIO GUIADO · FRENTE A5 · 64/68

Exercício extra — potência do chuveiro

Um chuveiro de 220 V utiliza resistência de 11 Ω. Calcule a corrente e a potência.

i = U/R = 220/11 = 20 A. P = U·i = 220×20 = 4 400 W (ou P = U²/R = 48 400/11).
EXERCÍCIO GUIADO · FRENTE A5 · 65/68

Exercício extra — análise de gráfico U × i

O gráfico de um resistor ôhmico passa pela origem e pelo ponto i = 0,5 A; U = 12 V. Qual é sua resistência?

R = U/i = 12/0,5 = 24 Ω. Num gráfico U no eixo vertical e i no horizontal, a razão ΔU/Δi corresponde à inclinação e ao valor de R.
REVISÃO · FRENTE A5 · 66/68

Síntese: o que você deve dominar

  • Relacionar resistência, tensão e corrente: U = R·i.
  • Calcular potência: P = U·i, R·i² ou U²/R.
  • Descrever proteção por disjuntor e os riscos de curto-circuito.
  • Explicar o chuveiro e um reostato sem confundir resistência com corrente.
  • Distinguir tecnologias de iluminação.
  • Calcular equivalentes em série, paralelo e redes mistas.
DESAFIO · FRENTE A5 · 67/68

Questão final: teste de raciocínio

Ao acrescentar um resistor em paralelo a uma fonte ideal de tensão fixa, a corrente total fornecida pela fonte:

ENCERRAMENTO · FRENTE A5 · 68/68

Professor Madison • Física

Fim do Capítulo 5: Circuito elétrico, resistores e aplicações.

Compreender → Modelar → Calcular → Interpretar

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